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terça-feira, 7 de julho de 2009

O que deu de errado com meu piercing?


Será que um de vocês já se fez essa pergunta?...



A colocação de um piercing não é um processo inócuo. Saiba todos os riscos do procedimento.

O uso de piercing tem se tornado cada vez mais comum entre os jovens. O que parece apenas um simples exercício de vaidade, pode se tornar um sério problema de saúde.

A falta de controle sobre quem insere o piercing tem causado inúmeros casos de infecções graves. O piercing está longe de ser um procedimento sem riscos. Até 15% das pessoas apresentam algum tipo de complicação e 1% precisam de internação hospitalar.

A pele é o nosso maior órgão de defesa. Ela impede que milhões de bactérias que diariamente entram em contato conosco, atinjam nosso organismo. A nossa pele inclusive é colonizada por bactérias. Quando furamos essa barreira através de um piercing, estamos expondo nosso interior à germes que causam doenças.

Alguns locais como a língua e orelha são mais susceptíveis a complicações. Reparem na figura abaixo, como é a distribuição da cartilagem da orelha.



Esta região de cartilagem apresenta uma vascularização sanguínea pobre. Qualquer infecção local pode ser difícil de ser tratada porque não há fluxo suficiente nem de anticorpos, nem dos antibióticos que possam ser prescritos.

A foto abaixo mostra a evolução de uma infecção de cartilagem provocada por piercing. Neste caso os antibióticos funcionaram.




A infecção local é a complicação mais comum do piercing. Em alguns casos pode evoluir com a formação de um abscesso.



Outra complicação é a formação de queilóides, que são cicatrizes hipertrofiadas, que podem ocorrer após processos inflamatórios exuberantes. O quelóide pode ser deformante, como na foto abaixo. Esse quelóide pode ocorrer em qualquer sítio do corpo onde haja uma reação ao piercing.



A língua é outro local que costuma infectar. O problema é o oposto da cartilagem. Ela é um órgão extremamente vascularizado e localizado em uma região com elevada carga de bactérias, como é a cavidade oral. Por esse motivo, qualquer infecção na língua pode facilmente atingir a circulação sanguínea e acometer outros órgãos distantes.



A foto abaixo é de uma adolescente que apresentou um quadro grave de infecção da língua e evoluiu com abscesso cerebral apenas 4 semanas após a colocação do piercing.



Outro órgão distante que pode ser acometido são as válvulas cardíacas, causando uma grave infecção chamada de endocardite infecciosa.

Outras complicações que podem acontecer:
- Alergia ao metal (aço cirúrgico, ouro 14K e titânio são os melhores metais para evitar alergias)
- Intensa dor local
- Sangramento incontrolável da língua
- Aspiração do piercing pelos pulmões
- Infecção por hepatite B, hepatite C ou HIV
- Infecções gengivais

Qualquer região do corpo pode apresentar infecções graves. Isso inclui genitais, umbigo, sobrancelhas, mamilos etc...

Quanto menos cuidado com a assepsia houver no momento da inserção do piercing, maiores os risco de complicação. Nos EUA existem relatos de epidemias de infecções bacterianas relacionadas a alguns locais de tatuagem que realizam este procedimento.

A infecção da pele ao redor do piercing pode levar a quadros de sepse e, consequentemente, à morte.

Antes de se submeter a um piercing, procure informações do local. As complicações podem além de colocar a vida em risco, ser deformantes em alguns casos.

Fonte: MD saude

terça-feira, 5 de maio de 2009

Já lavou as suas mãos hoje?


O simples gesto de lavar as mãos pode salvar a vida de um milhão de crianças por ano no mundo, segundo a Unicef.
A cada dia no mundo, 5 mil crianças com menos de cinco anos morrem de doenças diarréicas. "A metade destas mortes pode ser evitada se as crianças desenvolverem o hábito de lavar as mãos com sabão, antes do almoço e depois de ir ao banheiro", disse a porta voz da Unicef em Genebra.

Nesta terça-feira (05), comemora-se o Dia Mundial de Lavagem das Mãos, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como parte da campanha Uma assistência limpa é uma assistência mais segura. a campanha pretende reduzir as infecções relacionadas à assistência aos pacientes em hospitais e serviços de saúde, mas é uma prática que deve ser adotada por todos, não só profissionais da área.

De acordo com a OMS, as seguintes atividades contribuem para que os profissionais possam também difundir a higienização das mãos:

-Desenvolver atividades próprias relacionadas ao evento global da OMS.
-Juntar-se à crescente rede de provedores de cuidados de saúde empenhada em melhorar a higienização das mãos.
-Promover e utilizar "Os 5 momentos para a higienização das mãos", conforme elucida a figura abaixo.







HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS

As mãos são a nossa principal ferramenta, pois são elas as executoras das nossas atividades.
À medida que tocamos nos objetos e nos pacientes entramos em contato com uma enorme quantidade de microrganismos. Estes germes aderidos em nossas mãos são repassados
para outros objetos e pacientes, assim como podemos transferí-los para outras partes do nosso corpo, como os olhos e nariz ao nos coçarmos. Somente a lavagem das mãos com água e sabão irá remover estes microorganismos adquiridos e evitar a transferência de microrganismos para outras superfícies. Para aprofundar os conhecimentos vamos ver como é formada a microbiota da nossa pele.


MICROBIOLOGIA DA PELE

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Flora residente

Formada por microrganismos que vivem (colonizam) na pele, nas mãos, estes se localizam em maior quantidade em torno e sob as unhas e entre os dedos. Também são encontradas nas camadas externas da pele, fendas e folículos pilosos. Por isso, a importância de mantermos as unhas curtas e evitar o uso de anéis. Os microrganismos da flora residente não são facilmente removíveis, entretando são inativados por antissépticos (álcool, clorexidina, iodóforos).
As bactérias mais comumente encontradas são as Gram-positivas (Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Estreptococossp). A flora residente é de baixa virulência e raramente causa infecção, contudo pode ocasionar infecções sistêmicas em pacientes imunodeprimidos e após procedimentos invasivos.

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Flora transitória

É adquirida no contato com pacientes e superfícies contaminadas. Os microrganismos que a compõem permanecem na pele por certo período podendo ser transferidos ou eliminados com a lavagem das mãos. Suas bactérias são mais fáceis de serem removidas, pois se encontram na superfície da pele, junto a gorduras e sujidades. Esta flora bacteriana é eliminada com água e sabão neutro.
A flora transitória das mãos é composta pelos microrganismos freqüentemente responsáveis pelas infecções hospitalares:as bactérias Gram-negativas (Pseudomonas sp, Acinetobacter sp, Klebsiella sp), o que bem demonstra a importância das mãos
como veículo de transmissão.

Fonte: OMS e Kavo

A Lavagem das Mãos é, sem dúvida, a rotina mais simples, mais eficaz, e de maior importância na prevenção e controle da disseminação de infecções, devendo ser praticada por toda a população.